Consultoria em Privacidade e Proteção de Dados: Tech-First ou Legal-First? Como escolher?
Consultoria LGPD Tech-First ou Legal-First? Entenda as diferenças e saiba como escolher especialistas em privacidade e proteção de dados.
Outros temas relevantes para você:
- Por que o DPO não pode ser só jurídico ou só tecnologia
- Testes de Segurança e Simulações Cibernéticas como parte do DPO-as-a-Service: Pilar da Resiliência e da Conformidade com a LGPD
- Evolução do DPO: da conformidade à estratégia de negócios em um cenário de Cloud, SaaS e Inteligências Artificiais
- Política de Privacidade: A Ponta do Iceberg da LGPD
- ISO 27090: cibersegurança em IA, privacidade e o novo papel do DPO
- PrivacyOps: o que é e como operacionalizar a privacidade nas empresas
A adequação à LGPD e ao GDPR exige muito mais do que documentos jurídicos ou ferramentas de segurança. Entenda as diferenças entre consultorias Tech-First e Legal-First e descubra como escolher o parceiro ideal para construir um programa de privacidade realmente eficaz.
O mercado de privacidade e proteção de dados amadureceu significativamente nos últimos anos. Empresas que inicialmente buscavam apenas adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) agora enfrentam desafios relacionados à governança de dados e de inteligência artificial, cibersegurança e gestão contínua de riscos.
Nesse cenário, surge uma dúvida importante: é melhor contratar uma consultoria com origem jurídica (Legal-First) ou tecnológica (Tech-First)?
A resposta depende das necessidades da organização. Entretanto, uma característica se destaca nos programas mais completos: a capacidade de integrar conhecimentos regulatórios, tecnológicos e de negócios.
Consultorias Legal-First: a privacidade pela perspectiva jurídica
As consultorias Legal-First geralmente possuem origem em escritórios de advocacia ou equipes especializadas em direito digital, proteção de dados e conformidade regulatória.
Sua abordagem normalmente começa pela interpretação das obrigações legais, avaliação de contratos, identificação de bases legais e elaboração de políticas, avisos de privacidade e outros instrumentos de governança.
Esse modelo possui especificidades importantes, especialmente para organizações que precisam lidar com questões regulatórias complexas, investigações, litígios, demandas contratuais ou interpretações jurídicas específicas.
Entretanto, conformidade documental não significa necessariamente proteção efetiva dos dados pessoais.
Uma política de retenção pode estabelecer que determinados registros sejam eliminados após um período específico. Mas quem valida se os bancos de dados, backups, aplicações e sistemas de terceiros realmente executam essa eliminação?
Da mesma forma, uma organização pode possuir políticas de segurança da informação formalmente aprovadas, mas sem contar com monitoramento efetivo.
O principal desafio de uma abordagem exclusivamente jurídica está em transformar obrigações regulatórias em controles operacionais verificáveis.
Consultorias Tech-First: a proteção de dados começa na operação
Consultorias Tech-First geralmente partem da compreensão dos ambientes tecnológicos, fluxos de informação, arquitetura de sistemas e mecanismos de segurança existentes.
Sua metodologia tende a priorizar aspectos como:
- Mapeamento de dados pessoais em sistemas, aplicações, bancos de dados e integrações.
- Avaliação de controles de acesso, identidade, criptografia e registros de auditoria.
- Identificação de vulnerabilidades e riscos associados ao tratamento de dados.
- Implementação de medidas de Privacy by Design e Privacy by Default.
- Gestão de retenção, descarte, anonimização e resposta a incidentes.
- Implementação de Governança para IA.
Essa abordagem proporciona maior proximidade com as equipes responsáveis pela implementação das medidas de proteção.
Considere, por exemplo, uma empresa SaaS que precisa atender solicitações de exclusão de dados pessoais. Não basta elaborar um procedimento para atender ao titular: é necessário compreender onde os dados estão armazenados, quais sistemas os replicam e como realizar sua exclusão de maneira consistente e rastreável.
Por outro lado, uma consultoria exclusivamente tecnológica também apresenta limitações quando não dispõe de especialistas capazes de interpretar adequadamente requisitos legais, contratos, responsabilidades e direitos dos titulares.
A tecnologia implementa controles, mas precisa trabalhar em conjunto com uma análise jurídica ou regulatória que contribui para definir quais obrigações precisam ser atendidas e sob quais condições.
Por que uma abordagem multidisciplinar é mais eficiente?
A privacidade não pertence exclusivamente ao departamento Jurídico nem à área de Tecnologia.
Um programa eficaz exige que diferentes competências trabalhem de maneira coordenada.
O NIST Privacy Framework reconhece a necessidade de integrar governança, identificação de riscos, controles, comunicação e proteção das informações em uma estrutura de gestão corporativa.
Da mesma forma, o conceito de Data Protection by Design and by Default, previsto no GDPR, reforça a importância de medidas técnicas e organizacionais incorporadas desde a concepção dos processos e sistemas.
Na prática, essa integração envolve três dimensões fundamentais:
Regulatória: interpretação da LGPD e do GDPR, definição de bases legais, ajustes em contratos, desenho de como os direitos dos titulares serão realizados e relacionamento com autoridades.
Tecnológica e de segurança: arquitetura de sistemas, controles técnicos, gestão de vulnerabilidades, identidade e acesso, proteção de aplicações e resposta a incidentes. Privacy e Security by Design e By Default.
Negócios e processos: entendimento das atividades empresariais, mapeamento dos tratamentos, definição de responsáveis, priorização de riscos e investimentos e integração da privacidade à operação.
Quando essas competências atuam isoladamente, surgem lacunas. Quando trabalham de forma integrada, a organização consegue transformar requisitos regulatórios em procedimentos e controles sustentáveis.
O que avaliar antes de contratar uma consultoria de privacidade?
A escolha de uma consultoria não deveria considerar apenas experiência jurídica, certificações, ferramentas utilizadas ou uma comparação de preços simplificada.
Antes de contratar, recomendamos avaliar cinco aspectos:
1. Capacidade de execução técnica
A consultoria consegue identificar e avaliar controles nos ambientes tecnológicos ou limita sua atuação à elaboração de recomendações?
2. Conhecimento regulatório
A equipe possui profissionais capacitados para interpretar obrigações da LGPD, GDPR e regulamentações setoriais aplicáveis ao negócio?
3. Experiência em processos empresariais
A metodologia considera a realidade operacional da organização (porte, apetite ao risco, disponibilidade financeira e de pessoal), incluindo fornecedores, sistemas legados e limitações de orçamento?
4. Entregáveis verificáveis
O projeto oferece evidências de implementação, planos de ação, responsáveis, indicadores e mecanismos de acompanhamento ou apenas documentos padronizados?
5. Continuidade e governança
Existe suporte para manter a conformidade após a implantação, incluindo novos projetos, mudanças tecnológicas, incidentes e demandas dos titulares? Há planos e capacidades para cobrir a implementação de IA na organização?
6. Readiness para incidentes
Existe suporte adequado, dentro de período apropriado, para suportar a organização em incidentes, vazamentos e recuperação de negócios?
Esses critérios são particularmente relevantes para empresas de tecnologia, instituições financeiras, organizações de saúde, startups e empresas que utilizam inteligência artificial em seus processos.
O DPO precisa compreender tecnologia?
A atuação do Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais também merece atenção.
A Resolução CD/ANPD nº 18/2024 estabelece regras para o exercício dessa função, incluindo orientação aos colaboradores e interação com titulares e com a autoridade reguladora.
Embora não exista exigência de formação profissional específica para o encarregado, a complexidade dos tratamentos de dados exige capacidade de diálogo com diferentes áreas.
Um DPO que não compreende minimamente arquitetura de sistemas, como APIs, serviços em nuvem, inteligência artificial ou mecanismos de segurança funcionam, poderá enfrentar dificuldades para avaliar os riscos apresentados pelas equipes técnicas e o mais importante: dialogar e co-criar soluções conjuntas que protejam a organização.
Isso não significa que o DPO precise ser um desenvolvedor, engenheiro de segurança ou advogado. Significa que a função deve contar com conhecimento multidisciplinar e acesso a especialistas capazes de apoiar suas análises e recomendações.
Essa característica é especialmente importante no modelo de DPO as a Service, no qual empresas contratam especialistas externos para apoiar continuamente sua governança de privacidade.
Como a Macher Tecnologia pode ajudar?
A Macher Tecnologia acredita que projetos de privacidade devem ultrapassar a conformidade documental e produzir melhorias concretas na proteção dos dados pessoais.
Nossa abordagem combina conhecimentos de tecnologia, cibersegurança, privacidade, governança e processos empresariais, com suporte regulatório especializado e via demais parceiros quando necessário.
Atuamos em projetos de adequação à LGPD e governança de IA e de dados, mapeamento de tratamentos, avaliação de riscos, implementação de controles, capacitação de colaboradores e serviços contínuos de DPO as a Service.
A experiência em projetos de tecnologia permite compreender os desafios enfrentados pelas equipes de desenvolvimento, infraestrutura, segurança e operações, aproximando requisitos regulatórios de soluções tecnicamente viáveis.
Nosso objetivo não é apenas indicar o que precisa ser feito, mas apoiar nossos clientes na construção de programas de privacidade que funcionem na prática.
Escolher um provedor de serviço para a LGPD não significa escolher entre Jurídico e Tecnologia
A discussão entre Tech-First e Legal-First não deveria terminar com a escolha de uma disciplina vencedora.
A proteção de dados exige fundamentação jurídica consistente, conhecimento técnico e compreensão das necessidades do negócio.
Consultorias com forte atuação jurídica podem oferecer excelente suporte regulatório. Consultorias com origem tecnológica podem apresentar maior capacidade de implementação. Entretanto, a maturidade está na integração dessas competências.
Ao escolher uma consultoria, procure menos por sua origem profissional e mais por sua capacidade de transformar requisitos legais em proteção efetiva, mensurável e sustentável.
É essa combinação que permite às empresas evoluir de uma adequação pontual para uma verdadeira cultura de privacidade e proteção de dados.
Conheça os serviços de Privacidade e Proteção de Dados da Macher Tecnologia e descubra como podemos apoiar sua organização.
Sobre a Macher Tecnologia
A Macher Tecnologia é uma empresa especializada em soluções Digital, focada em privacidade e proteção de dados. No mercado desde 2018, suporta clientes de diferentes indústrias em suas jornadas de conformidade, de forma multidisciplinar e hands-on.
Com uma abordagem inovadora, a Macher Tecnologia auxilia empresas na implementação de estratégias eficazes de conformidade com LGPD e GDPR, fornecendo consultoria, treinamento e ferramentas tecnológicas para gestão de riscos e proteção de dados corporativos.
Entre em contato e saiba como podemos ajudar sua organização hoje mesmo!
Suportamos sua empresa na jornada de conformidade e adequação com a LGPD!
Conheça toda nossa linha de atuação consultiva na Lei Geral de Proteção de Dados.
CONSULTORIA, TREINAMENTOS E PROJETOS DE ADEQUAÇÃO
- Consultoria e projetos de adequação
- Treinamentos para a LGPD
- Adequação de sistemas (sites, aplicações, mobile apps, etc)
- Gestão de Projetos / PMO
- DPO HELPER: Ferramenta online para mapeamento de processos, tratamentos, sistemas e dados
- ACADEMIA LGPD: Treinamentos “learning pills” de conscientização para a Lei Geral de Proteção de Dados e Cibersegurança.
- Ferramenta online para avaliação de conhecimento organizacional sobre a LGPD
- Revisão ou auditoria pontual em projetos e processos
- Terceirização de serviços e times
DPO AS A SERVICE
- Encarregado como Serviço (DPO-as-a-Service)
- Centro de Serviços Compartilhados para a LGPD e times de suporte
- Operação Assistida para seu DPO interno – Assessoria e Consultoria para a LGPD
- Data Mapping e Mapeamento de Processos
- Gestão de Projetos e Riscos
- Serviços de Cybersecurity
- Desenvolvimento e revisão de posturas de SGSI
- Desenvolvimento de Software Seguro
- Revisão de Cláusulas Contratuais para a LGPD
- DPIA, DPA, ROPA, LIA e documentações acessórias
- Suporte à GDPR e à internacionalização de negócios
- Suporte de tecnologia para PMEs