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O papel do DPO em incidentes de segurança: da resposta técnica à proteção dos titulares

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O papel do DPO em incidentes de segurança: da resposta técnica à proteção dos titulares

Entenda o papel do DPO em incidentes de segurança, a importância da atuação multidisciplinar na resposta a vazamentos e incidentes perante a LGPD.

Um incidente de segurança envolvendo dados pessoais não é apenas um problema de TI. Dependendo de sua natureza, pode gerar impactos regulatórios, jurídicos, financeiros, reputacionais e operacionais. Nesse cenário, o DPO (Data Protection Officer), ou Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais, exerce um importante papel de articulação entre times de privacidade, negócio, tecnologia, segurança da informação e jurídico.

No Brasil, a Resolução CD/ANPD nº 15/2024 estabelece regras para comunicação de incidentes que possam ocasionar risco ou dano relevante aos titulares. Entre outras obrigações, os controladores devem manter registros dos incidentes envolvendo dados pessoais por pelo menos cinco anos.

Qual é o papel do DPO durante um incidente de segurança?

O DPO não substitui times de SOC, a equipe de cybersecurity ou os profissionais responsáveis por investigar e conter tecnicamente um ataque. Sua função é ajudar a conectar a resposta técnica às obrigações relacionadas à LGPD, aos direitos dos titulares, à governança e à prestação de contas da organização.

Durante um incidente, o DPO/Encarregado pode apoiar a identificação dos dados pessoais afetados, categorias de titulares envolvidas, possíveis consequências, medidas adotadas para mitigação e avaliação da necessidade de comunicação à ANPD e aos titulares. Também pode colaborar na documentação das decisões tomadas, preservando evidências de accountability.

O DPO também deve ajudar a aplicar as lições aprendidas, nas melhorias contínuas das Medidas Técnicas e Operacionais que a empresa possui e executa.

É importante destacar que a obrigação de comunicar um incidente é do controlador, e não exclusivamente do DPO. Transformar o Encarregado no único responsável pelo processo pode, inclusive, criar uma estrutura inadequada de governança.

Incidentes de privacidade e proteção de dados precisam de uma resposta multidisciplinar

 

Um incidente pode começar como uma vulnerabilidade técnica e rapidamente se transformar em um problema jurídico, operacional e reputacional. Por isso, a resposta eficiente depende de multidisciplinaridade: profissionais com competências diferentes trabalhando de forma coordenada sobre o mesmo problema.

Cybersecurity investiga o vetor do ataque e trabalha na contenção; tecnologia entende sistemas e arquitetura; jurídico avalia obrigações e responsabilidades; privacidade analisa os impactos sobre dados pessoais e titulares; comunicação auxilia na gestão da mensagem; e as áreas de negócio ajudam a dimensionar consequências operacionais e prioridades.

O próprio NIST recomenda uma abordagem envolvendo diferentes áreas da organização. Em sua orientação publicada em 2026, o instituto recomenda que organizações com múltiplas áreas funcionais incluam profissionais de diferentes partes do negócio na execução dos planos de resposta e recuperação de incidentes.

Por que preparar a resposta ao incidente antes que ele aconteça?

A velocidade da resposta pode ter impacto direto nas consequências de um vazamento. O Cost of a Data Breach Report 2026 da IBM aponta um custo médio global de US$ 4,99 milhões por violação de dados. O estudo também indica economia média de aproximadamente US$ 1,93 milhão nas organizações com uso extensivo de IA e automação em segurança.

Além disso, o Data Breach Investigations Report da Verizon identificou participação do elemento humano em aproximadamente 60% das violações analisadas, reforçando que prevenção não depende somente de ferramentas: treinamento, processos e conscientização também são fundamentais.

Um programa maduro deve, portanto, possuir um Incident Response Plan (ou Plano de Resposta a Incidentes), com responsáveis definidos, critérios de escalonamento, canais de comunicação, procedimentos para análise de impacto e exercícios periódicos. Na hora do incidente, não é o momento de pensar o que deve ser feito, mais sim, de executar o que foi previamente planejado.

DPO-as-a-Service e sua responsabilidade na preparação e execução do plano de resposta a incidentes

Para organizações que não possuem uma estrutura dedicada de privacidade, o DPO-as-a-Service permite contar com um Encarregado apoiado por especialistas em diferentes disciplinas. Na Macher Tecnologia, nossa abordagem de DPO-as-a-Service combina privacidade, jurídico, tecnologia, cybersecurity, gestão de riscos e projetos.

Essa multidisciplinaridade permite que o DPO não trabalhe isoladamente: diante de um incidente, diferentes perspectivas podem ser reunidas para apoiar avaliação, documentação, mitigação, comunicação e melhoria dos controles.

IA também precisa fazer parte da resposta a incidentes

A adoção acelerada de Inteligência Artificial cria novos cenários de exposição. O relatório 2026 da IBM identificou crescimento de 56% nos ataques impulsionados por IA, tornando necessário incorporar sistemas e ferramentas de IA aos processos de gestão de riscos e resposta a incidentes.

Já abordamos no blog da Macher como Vibe Coding pode introduzir riscos de LGPD e cybersecurity e como deepfakes ampliam os desafios de privacidade e governança de IA.

Como a Macher Tecnologia pode ajudar?

A Macher Tecnologia apoia empresas na estruturação e evolução de programas de privacidade e proteção de dados, incluindo adequação à LGPD, DPO-as-a-Service, RIPD/DPIA, ROPA, gestão de riscos, políticas, treinamentos, avaliação de fornecedores e preparação para incidentes.

Também integramos privacidade à Governança de Inteligência Artificial, ajudando organizações a mapear ferramentas e casos de uso, estabelecer políticas, avaliar riscos e aproximar negócio, tecnologia, cybersecurity, jurídico e privacidade.

A melhor resposta a um incidente começa antes que ele aconteça. Ter processos definidos, equipes preparadas e um DPO integrado ao negócio transforma privacidade de uma reação emergencial em uma prática permanente de governança.

Se sua organização precisa de apoio com a LGPD e cibersegurança, entre em contato com nosso time de consultores!

Sobre a Macher Tecnologia

A Macher Tecnologia é uma empresa especializada em soluções Digital, focada em privacidade e proteção de dados. No mercado desde 2018, suporta clientes de diferentes indústrias em suas jornadas de conformidade, de forma multidisciplinar e hands-on.

Com uma abordagem inovadora, a Macher Tecnologia auxilia empresas na implementação de estratégias eficazes de conformidade com LGPD e GDPR, fornecendo consultoria, treinamento e ferramentas tecnológicas para gestão de riscos e proteção de dados corporativos.

Entre em contato e saiba como podemos ajudar sua organização hoje mesmo!

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